quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Trinta e duas legendas e ideologias distintas que se entrelaçam

Foto divulgação
 A Justiça eleitoral aprovou a criação de novos partidos políticos. Legendas que poderão lançar candidatos para disputar as eleições em 2014 e inclusive irão receber dinheiro do fundo partidário. Agora o Brasil possui 32 partidos, país com maior número de agremiações partidárias do mundo. Até 05 de outubro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) fará mais cinco sessões para decidir se algum partido será criado. A “Rede Sustentabilidade”, partido criado pela ex-senadora Marina Silva, necessita de no mínimo 492 mil assinaturas para ser aparvado e continuar sonhando com as eleições do ano que vem.

Na década de 1980, existiam oito partidos. Em 1990, esse número triplicou. Hoje são oito a mais. O TSE estabeleceu em 2007, a fidelidade partidária, a criação de novos partidos passou a ser a solução para quem queria trocar de legenda sem perder o mandato.

No fim do Século XVIII durante o processo revolucionário francês, surgiram às expressões ”direita” e “esquerda”. Naquela época, o governo francês estava atolado em dívidas que atingiam a sustentação econômica da população. Mediante essa situação, a chamada Assembleia Nacional Constituinte ganhou força política e colocou em pauta os problemas que a nação estava enfrentando.

Durante essas reuniões, as tendências políticas da Assembleia Nacional se viam espacialmente distribuídas. No lado direito do plenário, os integrantes do funcionalismo real, os nobres proprietários de terra, os burgueses enriquecidos e alguns clérigos recusavam qualquer tipo de reforma que atingisse seus antigos privilégios. Na ala esquerda, os membros da pequena e média burguesia e demais simpatizantes buscavam uma grande reforma que aplacasse a grave crise nacional.

Hoje no Brasil, os termos “direita” e “esquerda” nem sempre consegue definir a natureza mais ampla de um contexto político, pois estão devidamente nos mesmo lugar. Ideologias foram deixadas de lado e os interesses políticos assumiram a maior prioridade. Trinta e duas legendas partidárias, que se quer valorizam seus princípios, partidos de extrema esquerda como o PT se uniu com um partido de centro direita PMDB sem qualquer problema. Ditadura e Liberalismo se juntaram "com o intuito de fazer um Brasil melhor”. Parceria que deu certo, a “esquerda” assume a liderança e a “direita” rege “a Casa”, lugar que nunca saiu de seus domínios. Engano para os que pensam que os trabalhadores iram chegar a frente do país.

Todo partido tem direito a dinheiro público, do fundo partidário. O que recebeu menos em 2012 ficou com R$ 200 mil. Também tem garantido tempo no rádio e na TV para propaganda eleitoral. Mais um motivo para exaltar os interesses, partidos de menores expressões vendem-se para os maiores. Já que era para se vender, porque a legenda foi criada?

Não tem como fazer democracia com um número excessivo de “siglas” partidárias, os políticos do país vivem uma verdadeira dança de partido em partido, na busca de verem seus desejos atendidos e se esquecem da nação que os elegeu. Os interesses tendem a aumenta, as ideologias se confundem ainda mais e brasileiros serão obrigados aceitar uma ”sopa de letrinhas”. Partidos de “direita” e “esquerda”, em um mesmo grupo juntos para “mudar o Brasil”. Melhor seria se como nos Estados Unidos, dois partidos dominassem nosso país, aí saberíamos quem é quem, na construção do Estado Democrático de Direito.

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